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Foi conversando com uma amiga, em plenos preparativos da sua primeira viagem internacional, que pensei nesse post. Sair do país pela primeira vez não é nenhum bicho de sete cabeças, mas com certeza deixa a gente um pouco tensa e ansiosa. Já dei algumas dicas básicas sobre como levar seu dinheiro em segurança, apps úteis quando estamos fora de casa e comprar um chip pré-pago para o seu celular. Agora, chegou a vez de dar dicas frescurentas! São aquelas coisinhas pequenas que você sobrevive sem saber, mas a partir do momento que conhece não vive mais sem :).

Além da pressurização, a umidade do ar é baixa dentro do avião, logo é muito comum você sentir a pele, os lábios e os olhos ressecarem durante voos longos. Aqui vão algumas dicas para você não chegar ao seu destino como um maracujá passado!

Hidratante para o rosto: pele é uma coisa complicada. Minha pele é normal e nunca deu muito trabalho, mas sei que cada um tem um tipo e se dá bem com determinados produtos. Usar um hidratante um pouco mais emoliente do que está acostumada, pode ajudar (e muito) sua pele do rosto. Não precisa ser muito forte, até porque ninguém quer chegar no estrangeiro coroada com uma espinha, né? Um hidratante que você usa mais no inverno que no verão já deve ser suficiente. Na última viagem eu usei o Embryolisse Lait-Crème Concentré, que na minha pele hidrata bem e absorve rápido. Outra opção que me adapto bem no avião é o creme Nivea da embalagem branca, aquele basicão mesmo. Ele funciona bem e posso usar nas mãos também.

Água termal: me ajudou muito nos últimos voos! Depois de passar seu power hidratante, a água termal é uma boa forma de manter a pele hidratada, diminuir as olheiras e repor os minerais necessários para uma pele bonita. Eu borrifei umas 3 vezes durante o voo e dava umas batitinhas para penetrar melhor (imagina a cena hahaha).

Protetor labial: muiiiito importante! Com certeza os lábios vão ressecar dentro do avião, então um protetor labial potente é essencial para você não chegar lá com os lábios rachados e doloridos. Evite também ficar passando a língua nos lábios para dar aquela umedecida (ops, essa dica é pra mim!), pois a saliva resseca ainda mais. Eu escolhi o protetor da Carmex em forma de bisnaga, ele é bem hidratante, tem uma embalagem pequena, e por já vir num formato em gel não fica endurecido no frio. Uma outra ótima escolha é usar o bom e velho Bepantol (aquele para assaduras mesmo!), ele hidrata muito!

Colírio lubrificante: assim como a nossa pele, os olhos também ressecam lá em cima. Um colírio lubrificante ajuda a controlar a situation e a não ficar com aquele incômodo chato nos olhos. Eu usei o Optive, mas vale usar qualquer colírio lubrificante que você esteja acostumada. Ah, dica importante para pessoas ceguetas como eu: não use lentes de contato no avião! Acho que o pior é em voos longos, mas eu não uso nem em ponte aérea. Além de incomodar, a baixa umidade do ar, e a consequente falta de lubrificação nos olhos, faz com que as lentes fiquem “grudadas”. Depois vai ser aquele transtorno para tirar, e você ainda corre o risco de machucar os olhos nesse processo.

Chiclete: sei que parece besteira, mas um chicletinho básico pode te salvar nos momentos de decolagem e pouso. A necessidade dele vai depender muito do seu piloto, então peça para ele caprichar quando estiver entrando no avião hahaha. Nessa última viagem, as decolagens e pousos foram muito tranquilos, mas jamais esquecerei um voo para o Canadá em Janeiro de 2008. Na subida foi tranquilo, o avião foi ganhando altitude aos poucos e meus ouvidos foram se adaptando rapidinho. Mas na descida…. em nome de Jesus!! A impressão que eu tive é que o avião descia muito rápido, meio que em cima da hora, o que aumentou muito a pressão nos meus ouvidos e eles começaram a doer demais! Não era simplesmente aquela “tampada” básica, era dor intensa! A menina do lado percebeu que eu não tava nas melhores condições e me deu o bendito chiclete. Ajudou, mas como já tava incomodando muito não passou totalmente. Meus ouvidos continuaram doendo por horas depois de pousar e a partir desse dia sempre carrego um chiclete na bolsa de viagem. Nunca mais tive um pouso tão dramático (aquilo devia ser um piloto trainee!!!), mas diante do trauma causado acho melhor não arriscar.

Beba água: essa dica precisa ser muito bem analisada. Beber bastante água antes e durante o voo vai te ajudar a ficar hidratada e chegar com uma cara mais apresentável ao seu destino. Evitar bebidas alcoólicas também pode ajudar, pois elas desidratam e podem acentuar as olheiras e a aparência cansada. Por outro lado, beber bastante água significa ir várias vezes ao banheiro, e dependendo de onde você estiver sentada, isso não vai ser tão simples e agradável. Resumindo: quer chegar lá bela e pronta para uma reunião? Escolha seu acento (com antecedência!) perto de um dos banheiros. Quer capotar a viagem toda e chegar lá do jeito que Deus quiser? Tome umas biritas com moderação, o suficiente para dar aquela relaxada. Alguma cias oferecem bebidas alcoólicas de graça durante voos longos, mas não são todas, pergunte antes de pedir.

Ah, se você for de primeira classe ou executiva eles dão um kit com coisinhas básicas como protetor labial, creminho, máscara para os olhos, meia, etc. Mas se você, assim como eu, for do clube da cachorrada, providencie seu próprio kit sobrevivência!

Dica da LariCota: na bolsa de mão só é permitido levar produtos líquidos, em creme ou em gel, em embalagens com menos de 100mL, escolha tudo em tamanho miniatura.

Roupas leves + casaquinho: aeroporto não é lugar de causar com seu modelito novo! Pense em quantas horas seu derièrre vai ficar naquele banco e escolha peças confortáveis. Calças leggings, soltinhas ou até uma saia longa podem ser boas opções. Dentro do avião é frio, então leve um casaquinho.

Sapato confortável: se você não for da riqueza que viaja na primeirona, aqui vai uma notícia triste: seu pezinho de Cinderela vai virar uma pantufa! As acomodações na parte traseira da aeronave (vulga ralé) são super apertadas. Eu acho até engraçado aquele papo de ginástica laboral durante voos longos. Se tivesse espaço eu juro que faria! A única coisa que consigo fazer e movimentos circulares com os tornozelos, agora puxar a perna pra cima tentando encostar o joelho no peito não rola… o espaço entre as poltronas é muito pequeno e só cabe mesmo (quando cabe) suas pernocas. Então a dica é: não use sapatos apertados ou botas. Sapatilha é uma boa opção para as mulheres, pois você tira e coloca uma meia durante o voo, e depois é certeza que seu pé vai caber lá de volta. Eu já viajei 2 vezes de bota, e uma delas foi bem trágica. Eu voei 12 horas com a botinha nos pés, nem quis tirar. Aí eu tinha uma escala de 12 horas em Paris, então fui bater perna na cidade com uma amiga. Depois disso mais 10 horas até o Rio, só que dessa vez eu tirei a bota porque tava muito cansada. Conclusão: quem disse que a beldade entrava no meu pé depois?!?! hahaha Rolou um leve desespero porque todo mundo foi saindo do avião e eu achei que fosse ter que descer descalça… mas ai eu respirei fundo, fiz uma reza braba e com muito custo consegui calçar. Mas fui andando e mancando por um tempo até meu pé começar a “pertencer” ao calçado. Na segunda vez, eu fui de bota porque ela simplesmente não cabia na mala, e porque não podia faltar nos looks da viagem :). Mas aí eu lembrei do drama anterior e decidi ficar com as botas durante todo o voo. Por mais que meu pé inchasse, ele já tava lá dentro! Não faça como eu, seja esperta e deixe a bota para a musa Izabel Gourlart, que repousa seus pezinhos no apoio da primeira classe. Ai, que chato isso!

Travesseiro: no avião eles oferecem um travesseiro bem do fuleiro. Ele é tão fininho que se você apoiar a cabeça na janela, corre o risco dele ir parar no assento de trás hahaha. Já aconteceu comigo! Hoje em dia já existem vários tipos de travesseiros pequenos para viagem, e eu acho que vale muito a pena ter o seu. Eu gosto dos travesseiros de pescoço, porque não consigo dormir com a cabeça pendurada, e o meu favorito é aquele mais simples que você enche na hora, sabe? Acho que ele fica bem firme no pescoço e depois é só tirar o ar e guardar na bolsa. Vende em qualquer loja de malas…acho que paguei uns R$12,00.

Máscara de olhos: eu acho isso muito engraçado e o sinônimo da peruísse! Mas confesso que pode ser bem útil se o seu coleguinha ao lado resolver ler um livro no meio do voo. Ah, se você dorme de forma medonha com os olhos meio abertos, a máscara pode ajudar a deixá-los fechados e, consequentemente, menos ressecados. Algumas cias oferecem digrátis, mas você precisa pedir para um dos comissários.

Entretenimento: se você é daquelas que não consegue dormir no avião, leve algo para se ocupar. A grande maioria das aeronaves de voos internacionais tem aquela TV interativa com filmes, músicas e jogos, mas já aconteceu com a minha irmã e com o meu namorado da TV estar quebrada. E aí minha cara, seus apetrechos interativos vão te salvar. Leve iphone, ipad, laptop, cruzadinha, livros, crochê, tricô… sei lá, qualquer coisa que faça o tempo passar mais rápido.

Lanchinhos: os voos longos costumam oferecer refeições completas de acordo com o horário (café da manhã, almoço e jantar), mas os voos curtos no exterior só têm lanchinhos pagos. Não rola nem amendoim de graça que nem aqui. O que eram os fominhas pedindo Cup Noodles em voos de 1h da WebJet?!?! Pena que verei mais essa cena. Enfim, os lanches fora do Brasil são sanduíches, batatas chips, chocolates e outras coisas não muito atrativas e super caras. Se você fizer um voo longo com escala aproveite as refeições deliciosas (sqn) do primeiro voo, e se ainda assim precisar de um segundo round compre algum lanchinho na área de embarque do aeroporto. Lá as coisas também serão caras, mas pelo menos você tem mais opções do que dentro do avião.

Kit remédios: nem sempre é fácil comprar remédios sem receita no exterior, mesmo que ele seja vendido sem restrições aqui na terrinha, então é sempre bom ter uma bolsinha com aqueles remédios básicos na mala. Além do kit completão que vai na mala grande, vale separar alguns para a bolsa bagagem de mão. Eu levo sempre analgésico para dor de cabeça e band-aid para sapatos assassinos, mas você deve preparar o seu de acordo com as próprias necessidades. Se por acaso você esquecer algum item, os comissários também tem um kit desse no avião. Normalmente tem analgésico, antiácido e outras coisinhas que podem te salvar de um momento tenso. Não hesite em pedir, eles estão acostumados e preparados para isso.

– Bagagem de mão de rodinha: quase todo mundo já usa mala de rodinhas quando se trata da grandona, aquela que a gente despacha. Mas um investimento muito bom é comprar uma pequenininha também, daquelas que podem ir com você na cabine. Dá pra colocar bastante coisa lá dentro e você não fica carregando peso. Eu só fui dar valor a isso quando fiquei com um dos ombros meio “esfolado” depois de uma viagem. Eu não tinha (ou não quis levar a da minha mãe, sei lá) uma mala pequena de rodinhas, mas como sou muito espertona, peguei uma bolsa enorme para caber tudo que eu queria levar. Quando enchi a dita cuja pensei “ah, tá meio pesada mas dá pra levar”, só que depois de um tempo o meu ombro tava vermelho, doendo e começando a ficar machucado por conta do peso. Eu sempre pensava mais no voo em si do que no caminho até chegar no avião, mas a gente acaba ficando um bom tempo entre check in, embarque, filas, etc. Enfim, leve uma mala de rodinha e uma bolsa pequena apenas com documentos e coisinhas de primeira necessidade.

Check in antecipado: fazer check in online pode economizar um certo cansaço da sua viagem. Principalmente nos finais de semana, os aeroportos ficam super cheios e com filas enormes, por isso o check in online pode facilitar a sua vida. Você faz o check in no conforto do seu lar, imprime o cartão de embarque para entrar direto, e só precisa pegar fila para despachar a bagagem. Também dá para imprimir o cartão de embarque no aeroporto nos terminais de auto atendimento, que apesar de nunca ter usado me parecem bastante simples. Chegando lá você provavelmente vai encontrar uma fila enorme para fazer o check in e uma outra um pouco menor apenas para despachar a bagagem.

Escolhendo o assento: outra dica legal é escolher o assento com antecedência, e isso você pode fazer a partir do momento que tiver o número de reserva, não precisa ser só no check in. O site SeatGuru pode te ajudar a conhecer melhor o avião, e saber quais assentos são melhores naquela aeronave. Quando você fizer a reserva dá para saber que tipo de aeronave que vai voar (Airbus, Boeing, Embraer, etc), e com esse dado o site te dá o mapa de assentos do voo e explica as vantagens e desvantagens de determinados assentos. Achei bem legal e útil  principalmente para não cair naquelas roubadas típicas de escolher um assento que a poltrona não reclina. #dead

Nossa, esse foi longo! Espero que as informações ajudem muitas MariCotas a viajar de forma mais tranquila, e também a chegar ao seu destino com uma certa dignidade de beleza 😉