Tags

, , ,

Eu ganhei esse livro de presente dos meus pais, e isso foi há mais de um ano. Li em um final de semana, mas fiquei pensando sobre ele durante um tempão. Nunca tinha comprado um livro da Martha Medeiros, mas já tinha lido várias crônicas que ela escreveu no jornal O Globo. Falar que alguns dos textos ela “escreveu para mim” seria meio piegas, mas apesar de não concordar com absolutamente tudo que ela diz (ainda bem né?!), confesso que queria ser amiga da escritora depois de tanta afinidade hehe.

O livro “Feliz por nada” é um belo apanhado de crônicas da autora, que escreve de forma leve e objetiva. É aquele livro gostoso e fácil de ler, que você não precisa ficar matutando e interpretando muito as palavras da autora. Por outro lado, Martha consegue dizer coisas interessantes através de palavras simples, então quando você acaba cada crônica rola aquele momento reflexão, sabe?

Eu recomendo muito para quem gosta de leituras suaves, e também acho que esse formato de livro pode ajudar quem não está muito habituado a ler. Dessa maneira você tem uma conclusão rápida ao final de cada crônica, não precisa ler mais de 100 páginas para saber o final da história, então a leitura não fica cansativa.

Difícil dizer qual foi minha crônica favorita, são muitas e eu gostei de várias. Lembro bem de “O Clube do Filme“, onde ela comenta de forma curiosa um outro livro que leu. Eu já fiquei com vontade de ler o livro e está na lista das minhas próximas aquisições. Também adorei “Quando os chatos somos nós“, muito simples e verdadeiro. Para vocês terem um gostinho, resolvi colocar alguns trechinhos do livro que achei legal. Quem sabe alguém aí se identifica e resolve ler o livro inteiro?

“Os chatos são bem-intencionados, não se pode negar. E é justamente essa boa intenção fora da medida que faz deles uns chatos. O chato nada mais é que um exagerado. Ele é prestativo demais, ele é piadista demais, ele leva muito tempo para contar algo que lhe aconteceu, ele fica hoooooras no telefone, ele se leva a sério além do razoável, ele ocupa o tempo dos outros com histórias que não são interessantes. O chato é, basicamente, um cara (ou uma mulher) sem timing”.

“A gente perde muito tempo pensando na nossa imagem, no nosso futuro, nos nossos problemas, nas nossas vitórias, no nosso umbigo. Até que um dia acordamos asfixiados, enjoados, sem ânimo e sem paciência para continuar sustentando a pose, correspondendo às expectativas, buscando metas irreais, vivendo de frente pro espelho e de costas pro mundo”.

“Viajando, ficamos mais propícios ao risco e à experimentação. Encaramos bacon no café da manhã, passeamos na chuva, vamos ao super de bicicleta, dormimos na grama, comemos carne de cobra, dirigimos do lado direito do carro, usamos banheiro público, fazemos confidências a quem nunca vimos antes. O passaporte nos libera não só para a entrada em outro país, como também para a entrada em outro estilo de vida, muito mais solto do que quando estamos em casa, na nossa rotina repetitiva”.

Legal, né?!

E você, tem alguma leitura de cabeceira para recomendar?

…………………………………………………………………………………………………………………………………………

Você também poderá gostar de…

Dica de Filme os miseráveisMelhor compra de 2012Dica de Livro Adeus China